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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

★ Pra quem você liga?

Texto de Ivan Martins

O telefone tocou logo cedo. Era a namorada, chorando. Tivera uma noite de sono ruim, chegara ao trabalho cansada e dera de cara com um problema sério, que parecia insolúvel. Bateu o desespero e ela ligou. Conversamos. Não havia o que fazer além de se acalmar e tentar resolver o caso. Disse isso a ela, juntei umas palavras de carinho e a ligação terminou de forma tranquila, uns minutos depois. Ela só precisava desabafar.

O significado dessa história cotidiana me parece da maior importância: é essencial ter alguém para quem ligar quando estamos aflitos, tristes ou perdidos. É fundamental ter com quem falar quando o mundo a nossa volta desmorona ou parece hostil e desanimador. Mesmo quando estamos felizes diante de uma notícia inesperada, ou de algo por muito tempo aguardado, temos necessidade de falar, contar, dividir. Para quem você liga nessas horas?

Nós damos uma importância enorme – e merecida – ao erotismo e ao romantismo nas nossas relações. Essas coisas são mesmo essenciais. Mas há outro componente na vida dos casais, igualmente fundamental, para o qual a gente nem sempre dá o devido valor. É a função de conforto e aconchego que o outro tem na nossa vida. É a proteção, ainda que subjetiva, que ela ou ele nos oferece. Quem ocupa essa posição detém uma das chaves da nossa existência. A pessoa para quem a gente faz a primeira ligação é uma pessoa essencial.

Faz algum tempo, uma amiga minha foi assaltada na porta da casa dela. A experiência foi assustadora, claro. Ela entrou no prédio apavorada, abriu a porta do apartamento chorando e correu para o telefone. Mas, em vez de ligar para o namorado, ligou para um colega do trabalho. Não foi pensado. Foi um impulso. Ela chamou a pessoa que ela gostaria de abraçar, a pessoa de quem precisava naquele momento. Só depois, quando a conversa com o colega acabou, ela se lembrou de ligar para o namorado. “O que isso significa sobre a minha relação com esses dois homens?”, ela me perguntou, uns dias depois. Eu achei que nem precisava responder. Significa, não?

Os telefonemas que a gente faz na hora do perrengue são reveladores. Eles exibem nossas conexões profundas, até mesmo as lealdades inconfessáveis. Se você acabou uma relação, mas ainda gosta da mulher, vai perceber um minuto depois de bater o carro. É para ela que você vai ter vontade de ligar. Se você conseguiu um tremendo emprego, não vai contar para o bonitão que conheceu no bar na semana passada. Vai ter vontade de ligar para o sujeito que sabe como isso é importante para você. E quando a gente bebe e fica insuportavelmente romântico e sentimental? Numa hora dessas, ninguém liga para pessoas estranhas. Comoção a gente divide com gente de confiança. Somos ridículos apenas com quem nos conhece muito bem. 

Claro, nós não ligamos para uma única pessoa na vida. Temos vários interlocutores, para diferentes situações. Às vezes precisamos da franqueza de um amigo, outras vezes do apoio incondicional da mãe ou de um irmão. Quando os filhos crescem é gostoso dividir com eles coisas importantes, assim como ouvi-los em casa de dúvida. Quanto maior for essa agenda essencial, quanto maior o número de pessoas para quem se possa dar um telefonema íntimo, melhor. A minha impressão, porém, é que mesmo a família acolhedora ou amizades sólidas não substituem a cumplicidade de uma parceira emocional. Ter alguém especial para quem ligar faz toda a diferença – sobretudo quando as coisas parecem estar caindo sobre a nossa cabeça.

Na única vez que eu estive na China, anos atrás, houve um terremoto. Acordei com a cama sacudindo e percebi, apavorado, que o quarto inteiro do hotel tremia. Eu estava acima do 20º andar e pude ver o mundo balançando pela moldura da janela. Não recomendo a experiência. A coisa durou alguns terríveis segundos e cessou de repente. Alívio. Minha primeira reação, sentindo que tinha escapado da morte, foi sentar na cama e ligar para a ex-mulher, que estava no Brasil. Ela ouviu por três segundos e me interrompeu com uma ordem: “Larga esse telefone e corre pra rua! Pode ter outro terremoto logo em seguida!” Era uma criatura prática... Eu tinha ligado para dizer o quanto ela era importante, mas nem foi preciso. O ato de telefonar já dizia tudo, mesmo que eu não tivesse aberto a boca.

E você? Pra quem liga? =)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Há o amor masculino e há o amor feminino.

Gente!
Pra embalar o post anterior segue o amor feminino, e o amor masculino ;D

Não há nada no mundo que se compare ao amor feminino. Gentil e compassivo, paciente e companheiro, generoso, doce, incondicional. Amor em estado puro. Por um homem, a mulher desbrava montanhas e vales - e não importa como ele se comportou, a loucura que fez, se é dia ou se é noite, ou se o que ele pediu pe razoável. Se o assunto for o homem dela, é capaz de falar até não restarem mais palavras. A mulher encoraja seu homem quando ele está no fundo do poço, quando ele não vê saída. Faz carinho quando ele não está se sentindo bem e ri se ele está animado. O amor dela faz com que ele brilhe, se sinta seguro. Ela o defende mesmo sem ter certeza de que esteja certo. Presta atenção no que ele fala, mesmo quando é pura besteira. E não importa o que ele faça, e quantas vezes os amigos dela digam que ele não presta, o que ele mesmo já cansou de provar batendo a porta na cara dela. Ainda assim, ela vai dar a ele o melhor de si e mais um pouco, e continuará a tentar ganhar o coração dele, mesmo quando tenta, em vão, fazer todo o possível para convencêlo de que ela é a mulher para ele. 
Esse é o amor da mulher. E é um amor que vence a passagem do tempo, o raciocínio logico e as adversidades da vida.
E é isso que você acha que vai receber de volta. Pergunte a quelquer mulher. Vai ouvir que ela quer um homem suave e inteligente, engraçado e romântico, sensível e gentil e, mais do que tudo, companheiro. Vai ouvir: Gosto quando ele olha em meus olhose diz que sou linda e que completo a vida dele. Gosto que seja vulnerável o suficiente para chorar quando está triste. Quero que me apresente à mãe deçe com um grande sorriso de orgulho na cara, que goste de crianças e animais, que esteja disponível para trocar uma fralda, lavar uma louça - e fazer isso sem que eu tenha de pedir. E se ele tiver um corpo bonito bastante dinheiro e uns sapatos de couro sem furo na sola, bem, isso seria ótimo também. Amém.
Bem, meu papel aqui é o de garantir a você que isso é loucura. Isso mesmo, você leu certo. L-o-u-c-u-r-a. Não há a menor possibilidade de tal homnem existir.
(...)
O amor de um homem é muito mais direto e talvez demore um pouco mais mais de tempo para se desenvolver. Vou esclarecer: um homem, mesmo apaixonadíssimo, não vai ligar de meia em meia hora para pôr você a par da intensidade do amor que sente por você, isso às 5h, às 5h30 etc. Não vai sentar ao seu lado na cama, alisar seu cabelo, dizer "coitadinha" e aplicar compressas até a gripe passar - enquanto você faz "hã" e toma o chazinho, recostada no travesseiro. 
Não é que sejam incapazes de amar. Apesar de tudo isso, o amor deles, é amor.  É só diferente do amor que as mulheres são e, quase sempre, querem de volta.
O amor de um homem, não é o amor de uma mulher!

Esse trecho foi tirado do livro Comporte-se como uma dama, pense como um homem, de Steve Harvey que eu estou #adorando ler!
O livro explica cada gesto masculino em relação a mulher. 
E a cada página que leio, fica cada vez mais claro que eu perdi todo esse tempo investindo em alguém que não queria estar do meu lado. 
But, acabo de ler uma frase que resume o que eu passei a sentir: 
Dê alforria à sua mente. A sua opinião e seu valor em primeiro lugar. - Denis Alves 
Comporte-se como uma dama, pense como um homem é como filmar o treino do adversário na véspera do final de uma competição: pode lhe render uma vantagem real na hora em que o jogo for pra valer! 
#FicaDica
Beijo da Juh ;*